domingo, 27 de dezembro de 2020

Conhecer-se.





A única coisa impossível na vida é fugirmos de nós mesmos. Somos a nossa verdadeira, real e permanente companhia. Entretanto, vivemos mais focados na realidade do mundo exterior do que em nossa própria interioridade.
É incrível como a maioria dos seres humanos é um completo desconhecido para si próprio; vive de acordo com as regras e crenças que lhe foram impostas e, dificilmente, pára para refletir se aquilo que pensam ou sentem faz, de fato, sentido para elas.
A vida inconsciente constitui, de certo modo, um refúgio seguro para muitos, pois, ainda que a angústia e o sofrimento estejam presentes, sentem-se confortáveis em seu mundo já conhecido.
Mergulhar fundo na tarefa de conhecer a si mesmo é um processo doloroso, que poucos estão dispostos a encarar. Somente quando a insatisfação atinge níveis insuportáveis é que somos impelidos a sair de nossa zona de conforto e ir em busca de nossa verdade.
Ainda que a jornada seja cheia de sustos e retrocessos, sempre valerá a pena empreendê-la, pois os ganhos certamente superarão toda a luta. No final, descobrimos surpresos que aquilo pelo qual ansiávamos já estava ali, bem ao nosso alcance. Entretanto, gastamos um tempo precioso nos escondendo de nossa própria interioridade.
Adentrar nossos porões e encarar as sombras que ali habitam, por mais medo que nos cause, é o único meio de podermos, finalmente, deixar florescer a luz, e viver de modo pleno a verdadeira realidade de nosso ser.
"Parando de se esconder de si mesmo
O homem nasce sozinho e morre sozinho, mas, entre esses dois pontos, ele vive em sociedade, ele vive com os outros.
Solidão é sua realidade básica; a sociedade é simplesmente acidental. E a menos que o homem possa viver sozinho, possa conhecer sua solidão em sua total profundidade, ele não pode se familiarizar consigo mesmo. Tudo o que acontece em sociedade é apenas externo: não é você, é apenas suas relações com os outros. Você permanece desconhecido. Pelo lado de fora, você não pode ser revelado.
Mas nós vivemos com os outros. Por causa disso, o autoconhecimento fica completamente esquecido. Você sabe alguma coisa de você, mas indiretamente - é algo dito a você pelos outros. É estranho, absurdo, que os outros devam lhe dizer sobre você. Seja qual for a identidade que você carregue, ela é dada a você pelos outros; ela não é real, é uma rotulação.
...Esta é a ansiedade básica. Você existe, mas você é um desconhecido para si mesmo. Esta falta de conhecimento da pessoa sobre ela mesma é a ignorância, e esta ignorância não pode ser destruída por nenhum conhecimento que os outros possam lhe dar.
...A menos que você chegue até si mesmo diretamente, você permanecerá na ignorância. E a ignorância cria ansiedade. Você não tem somente medo dos outros, você tem medo de si mesmo - porque você não sabe quem você é e o que está escondido dentro de você. O que será possível, o que irromperá de você no momento seguinte, você não sabe.
Você permanece apreensivo e a vida se torna uma ansiedade. Há muitos problemas que criam ansiedade, mas esses problemas são secundários. Se você penetrar profundamente, então, cada problema no final revelará que a ansiedade básica, a angústia básica, é que você é ignorante de si mesmo - da fonte de onde você vem, do fim para o qual você está se movendo, do ser que você é exatamente agora.
Daí, toda religião dizer para se entrar em solitude, na solidão, de modo que você possa por um tempo deixar a sociedade e tudo o que a sociedade lhe deu, e se encarar diretamente.
...a supressão é a enfermidade. É uma carga, uma carga pesada. Você gostaria de confessar a alguém; você gostaria de dizer, expressar; você queria que alguém aceitasse você totalmente. É isso o que significa amor - você não será rejeitado. O que quer que você seja - bom, mau, santo, pecador - alguém aceitará sua totalidade, não rejeitará nenhuma parte sua.
Eis por que o amor é a maior força curativa, ele é a mais antiga psicanálise. Sempre que você ama uma pessoa, você está aberto a ela, e só por estar aberto, suas partes cortadas, divididas são religadas - você se torna um.
...Como descobrir o essencial? Buda saiu em silêncio durante seis anos. Jesus também foi para o ermo. Seus seguidores, os apóstolos, queriam ir com ele. Eles o seguiram e a certo momento, num certo ponto, ele disse: "Parem. Vocês não devem vir comigo. Agora, eu devo ficar sozinho com meu Deus". Ele entrou no deserto. Quando ele saiu de volta, ele era um homem totalmente diferente: ele tinha se defrontado consigo mesmo.
A solidão torna-se o espelho. A sociedade é o engano. Eis por que você tem medo de ficar sozinho - porque você terá de se conhecer na sua nudez, na sua ausência de ornatos. Você tem medo.
Ficar sozinho é difícil. Sempre que você está sozinho, você imediatamente começa a fazer alguma coisa, de modo a não ficar sozinho. Você pode começar a ler o jornal, ou talvez você ligue a TV, ou você pode ir a um clube para se encontrar com alguns amigos, ou talvez visitar alguém da família - mas você tem de fazer algo. Por quê? Porque no momento em que você está sozinho sua identidade se derrete, e tudo que você sabe sobre si mesmo fica falso e tudo o que é real começa a vir à tona.
Todas as religiões dizem que o homem tem de entrar em retiro para conhecer a si mesmo. A pessoa não precisa ficar lá para sempre, isso é inútil; mas a pessoa tem de ficar em solitude por um tempo, por um período. E a extensão do período dependerá de cada indivíduo.
"A menos que você chegue ao ponto onde você possa dizer 'agora conheci o essencial', é imperativo ficar sozinho".

Osho, The Book of The Secrets.
Elisabeth Cavalcante

sábado, 7 de novembro de 2020

PINEAL: A PORTA DA ALMA

 


A glândula que transcende o plano físico

O valor da glândula pineal é estudado há muito tempo por inúmeros povos. A atenção que ela recebe deve-se ao fato de ser considerada intermediária dimensional, sendo reconhecida por filósofos, religiosos e pensadores como elemento capaz de promover a transcendência.

Ela já foi considerada como o espaço onde se refugiava a pedra da loucura e René Descartes, em sua obra “A alma e o corpo”, chamou a pineal de a “porta da alma”, dizendo que a alma está ligada ao corpo por essa glândula.

Podemos dizer que glândula pineal, também conhecida como epífise, é mais que uma glândula, pois ela também se afigura como um órgão sensorial. Dizemos que é glândula, pois produz um hormônio, a melatonina. Como órgão sensório, ela é capaz de transformar o magnetismo em neuroquímica. Esse mecanismo é capaz de captar parte da luz que entra pelos olhos e assim regular o ciclo de vigília e sono. Os ciclos se alternam sendo que a cada 90 minutos ficamos predispostos ao sono, e a cada 90 minutos ao estado de alerta, além do ritmo circadiano de 12 em 12 horas.

Além disso, ela tem importante função endócrina: quando na puberdade, ela desbloqueia o funcionamento das glândulas sexuais para que produzam hormônios e possibilitem aos seres ficarem férteis. Outras funções regulam os ritmos neurológicos ao longo da vida, seja na parte biológica ou na parte psíquica – o humor, entre outras.

A abertura para a quarta dimensão

A pineal é o único órgão corporal que se relaciona com a dimensão espaço-tempo, a quarta dimensão. Vivemos em três dimensões, e nosso relacionamento com a quarta se dá através do tempo. A pineal, por sua característica, consegue transcender nossa dimensão e obter conhecimento de atividades de outras dimensões.

Ela tem capacidade de captar o campo eletromagnético carregado de informações como um rádio. Porém todas as informações e dados, para ter algum valor, precisam ser decodificados por outras áreas do cérebro, como o córtex frontal, para que esse mecanismo sensório-perceptivo tenha algum proveito.

Então, para manter intercâmbio com outras esferas não é suficiente apenas a pineal, mas também toda a estrutura que a liga até o córtex frontal, local de assimilação e seleção das informações obtidas. Por exemplo a mediunidade é uma atividade sensório-perceptiva, onde além de captar informações deve existir uma acurada análise e seleção daquilo que foi captado.

A oração nos harmoniza com o plano espiritual

Quando falamos de espiritualidade, se mantivermos nossas mentes abertas para o conhecimento, iremos perceber que o que se conhece como fenômenos nada mais são do que as leis da natureza agindo de um modo que ainda não conseguimos aferir. A ação do espiritual se dá através de campos eletromagnéticos. No caso, temos a espiritualidade, através do campo magnético, influindo no cérebro.

O fenômeno da mediunidade, apesar de ser uma das peças basilares do espiritismo, também é usado em outras expressões religiosas como elemento para interação com o mundo espiritual. E isso se dá pela capacidade da pineal de captar as ondas eletromagnéticas, constituindo-se assim como uma função biológica do ser humano.

Todos aqueles que fazem o uso da prece de certa forma estão acionando sua capacidade de harmonizar-se com algum plano espiritual, não importando se for católico, evangélico ou outras profissões de fé. Essa capacidade de mediar, de ser um instrumento de comunicação entre planos distintos, são uma qualidade natural, portanto presente em todas as religiões.

Estes processos de intercâmbio se dão pelo campo magnético, que é transformado pela pineal em impulsos neuroquímicos, que são transmitidos às regiões do cérebro destinadas à decodificação e análise do que foi captado.

Outro fator interessante sobre a pineal é que ela forma cristais de apatita. Tais cristais atuam em consonância com a glândula. Em pesquisas, foi observado que pessoas com elevados índices do cristal na pineal possuem uma capacidade maior de reter e dominar campos eletromagnéticos e mais facilidade para exercer a incorporação, onde se integram as informações mentais de algum ser de outro plano.

José Batista de Carvalho

 


quarta-feira, 22 de julho de 2020

A ENERGIA QUE CURA O MUNDO: O AMOR



Há uma força extremamente poderosa para a qual, até agora, a
ciência não encontrou uma explicação formal.
É uma força que inclui e governa todas as outras, e que
mesmo está por trás de qualquer fenômeno que opera no universo ainda não tenha
sido identificado por nós.
Esta força universal é o amor.
Quando os cientistas procuravam uma teoria unificada do
Universo esqueceram-se da mais invisível e poderosa das forças.
O amor é luz, dado que ilumina quem o dá e o recebe.
O amor é a gravidade, porque faz com que algumas pessoas se
sintam atraídas por outras.
O amor é potência, porque multiplica o melhor que temos, e
permite que a humanidade não se extinga no seu cego egoísmo.
O amor revela e desvenda.
Por amor vive-se e morre.
O amor é Deus, e Deus é amor.
Esta força explica tudo e dá sentido em maiúsculas à vida.
Esta é a variável que temos durante demasiado tempo, talvez
porque o amor nos dá medo, pois é a única energia do Universo que o ser humano
não aprendeu a lidar com o seu desejo.
Para dar visibilidade ao amor, fiz uma simples substituição
em uma equação mais célebre (de Albert Einstein):
Se em vez de e= mc2 aceitamos que a energia para curar o
mundo pode ser obtida através do amor multiplicado pela velocidade da luz ao
quadrado, chegaremos à conclusão de que o amor é a força mais poderosa que
existe, porque não tem limites. .
Após o fracasso da humanidade no uso e controle das outras
forças do Universo, que se voltaram contra nós, é urgente que nos alimentar de
outro tipo de energia.
Se queremos que a nossa espécie sobreviva, se nos propomos
encontrar um sentido para a vida, se queremos salvar o mundo e cada ser sente
que nele habita, o amor é a única e a última resposta.
Talvez ainda não estejamos preparados para fabricar uma
bomba de amor, um artefacto suficientemente potente para destruir todo o ódio,
o egoísmo e a ganância que assolam o planeta.
No entanto, cada indivíduo carrega no seu interior um
pequeno mas poderoso gerador de amor cuja energia espera ser libertada.
Quando aprendermos a dar e receber esta energia universal,
verificaremos que o amor tudo o vence, tudo o transcende e tudo o pode, porque
o amor é a quinta essência da vida.

Albert Einstein



domingo, 12 de julho de 2020

Caminho de luz



Já está é passando do tempo de percebermos que a luz que cremos e desejamos é uma ilusão cínica...
Porque luz não é algo que nos catapulta fantasticamente para fora da realidade e nos faz caminhar quilômetros acima do mundo real...
Flutuando numa dimensão estéril e pura, totalmente destoante da nossa inaceitável ( por muitos ) condição humana...
Não é. Isso é auto negação, e é sintoma de desequilíbrio não de iluminação.
Já está passando do tempo de superar essa visão confortável e até por isso mesmo, descarada, do que seja luz e enfim cair das nuvens, aterrissando em si...
Enfim acordando, percebendo que luz é algo profundamente desafiador e sim, atordoante, brutal.
Luz, quando vem rompendo e rasgando com mãos furiosas as muitas camadas de ignorância, preconceito, arrogância e despreparo ante a si mesmo, o outro e a vida que nos cegam, em nada é um movimento adocicado e de toque etéreo...
Em nada vai legitimar o estado de preguiça mental e degeneração moral no qual estamos.
Luz, quando de fato cumpre a medida de sua existência, vem pra nos reduzir a pó.
A cinza.
E acredite, isso não é pra te enfraquecer.
Luz é fogo devorador e purificador das nossas mazelas internas, é revelador da nossa face mais grotesca e talvez por isso sua essência transformadora seja tão aterrorizante...
É claro que é muito melhor prosseguir ostentando uma camada superficial de glitter na cara e se pensar iluminado...
É claro que diante da opinião pública essa epiderme brilhosa fará bela figura, encantará olhos infantis, renderá louvores e até por que não...
Bons lucros...
E muitos de nós seguirão seus ~caminhos de luz~ satisfeitos, plenos, em paz...
Porque escolheram regozijarem-se com migalhas, e já está de bom tamanho!
Compreendo...
Porque caminho de luz de fato é caminho de guerra, de cruz, de sangue, de escândalo e de caos...
Caminho de luz de fato é atravessar o vale da sombra da morte todos os dias porque o que busca sabedoria...
Vai encontrá-la entre os destroços de si mesmo e do que chamamos de civilização...
Vai encontrá-la em segundos de beleza e êxtase, ao perder-se de amor nos olhos dos afetos...
E também a encontrará na consciência da origem das chamas impiedosas que consomem o mundo...
Ateadas pelos que pregam que luz só se encontra no que fabricamos, nomeamos e vivemos, ainda que inconscientemente, como uma religião:
Dinheiro,
Poder,
Auto ajuda,
Prazer,
Espiritualidade açucarada (e morta).
Ídolos escravizantes, que cada dia mais há quem defenda como partes essenciais e indiscutíveis da luz...
Essa luz de chama fraca, que desmaia com um leve sopro...
Essa luz, que à miséria conduz.