domingo, 17 de fevereiro de 2019

O Crescimento Espiritual


O crescimento espiritual é o processo do despertar interior, tornando-se consciente de nosso ser interior. Isto significa a elevação da consciência além da existência comum, e o despertar para algumas verdades Universais. Significa ir além da mente e do ego e compreender quem realmente você é.
O crescimento espiritual é um processo de desprendimento de nossas concepções, pensamentos, crenças e ideias errôneas, tornando-nos mais e mais conscientes de nosso ser interior. Este processo revela o espírito interior que está sempre presente, mas oculto além da personalidade-ego. O crescimento espiritual é de grande importância para todos, não somente para as pessoas que buscam a iluminação espiritual e escolhem viver em locais distantes ou isolados. O crescimento espiritual é a base para uma vida melhor e mais harmoniosa para todos, livre de tensão, medo e ansiedade. Ao descobrirmos quem nós realmente somos, nós temos uma abordagem diferente da vida. Nós aprendemos a não permitir que as circunstâncias externas influenciem o nosso ser interior e o estado da mente. Nós manifestamos serenidade e desprendimento, e desenvolvemos poder e força interior, os quais são ferramentas muitos úteis e importantes.
O crescimento espiritual não é um meio para escapar das responsabilidades, com comportamentos estranhos e sendo uma pessoa não prática. É um método de evoluir e se tornar uma pessoa mais forte, mais feliz e mais responsável. Vocês podem percorrer o caminho do crescimento espiritual, e ao mesmo tempo, viver o mesmo tipo de vida como todos os outros. Vocês não têm que ter uma vida reclusa, em algum lugar distante. Vocês podem criar uma família, trabalhar ou dirigir um negócio, e ainda, ao mesmo tempo, se engajarem em práticas que levem ao crescimento interior.
Uma vida equilibrada requer que cuidemos não somente das necessidades do corpo, sentimentos e mente, mas também do espírito, e este é o papel do crescimento espiritual.
Dez dicas para o crescimento espiritual:
1 - Leia livros espirituais e edificantes. Pense no que lê, e descubra como você pode usar a informação em sua vida.
2 - Medite, por pelo menos 15 minutos todos os dias. Se não souber como meditar, é fácil encontrar livros, websites ou professores que podem lhe ensinar a meditação.
3 - Aprenda a acalmar a sua mente através de exercícios de concentração e da meditação.
4 – Reconheça o fato de que você é um espírito com um corpo físico, não um corpo físico com um espírito. Se puder realmente aceitar esta idéia, isto mudará a sua atitude em relação a muitas coisas em sua vida.
5 – Olhe freqüentemente para si mesmo e para a sua mente, e tente descobrir o que é que o torna consciente e vivo.
6 – Pense positivo. Se você estiver pensando de modo negativo, imediatamente mude para o pensamento positivo. Esteja no controle do que entra em sua mente. Abra a porta para o positivo e a feche para o negativo.
7 – Desenvolva o hábito da felicidade, olhando sempre o lado bom da vida e se esforçando para ser feliz. A felicidade vem do interior. Não permita que as suas circunstâncias externas decidam a sua felicidade por você.
8 – Exercite frequentemente a sua força de vontade e a sua capacidade de tomar decisões. Isto o fortalece e lhe dá o controle sobre a sua mente.
9 – Agradeça ao Universo por tudo o que você recebe.
10- Desenvolva a tolerância, a paciência, o tato e a consideração pelos outros. O crescimento espiritual é o direito nato de todos. É a chave para uma vida de felicidade e de paz de espírito, e da manifestação do enorme poder do espírito interior. Este espírito está igualmente presente na pessoa mais materialista e na pessoa mais espiritualizada. O nível da manifestação da espiritualidade depende de quanto o espírito interior está próximo à superfície e de quanto ele está oculto pelos pensamentos, crenças e hábitos negativos.
Remez Sasson escreve e ensina sobre o auto-aperfeiçoamento, o pensamento positivo, a motivação, a visualização criativa, o sucesso, o poder da mente, evolução espiritual e meditação. Ele é o autor de vários livros: “Poder e Auto-Disciplina”, “Visualize e Alcance”, e “Afirmações – Palavras de Poder”

SABEDORIA SUPREMA




O estudante filosófico estuda a natureza da matéria e constata que ela é, em última analise, uma manifestação da Mente. Pela reflexão mentalista percebe que as diversas explicações evolucionárias da existência universal não são verdadeiras senão do ponto de vista relativo e todos os elementos, princípios, energias, substâncias, processos, dos quais, conforme se diz, o universo saiu em si mesmos. Não são mais que manifestações mentais, que — do mesmo modo que a água não difere na realidade do oxigênio e do hidrogênio que a compõem, embora difira totalmente dos seus componentes na aparência, as imagens da terra, da água, do ar e do fogo não podem ser essencialmente diferentes da Mente donde provém. Ele se estabelece profundamente na compreensão dessa natureza mental última e na da unicidade final de todas as coisas, sem permitir que nenhuma aparência possa deslocá-lo desta posição intelectual. O estudante está imbuído de que em cada um de seus sopros, em cada um de seus pensamentos, participa com a Mente-Mundial da construção do universo.

O exercício místico, no qual se empenha, não é cego. Vai além da idéia — mundo e absorve. Utiliza a razão para ir além da razão e não se separa prematuramente dela. Não somente descobre o Pensamento puro, mas medita em sua descoberta. Quando esvasia a consciência de seu conteúdo, ele o faz de olhos inteiramente abertos, sem perder de vista que o conteúdo é de algum modo a espuma da realidade e não difere dela em sua essência. Quando o vazio é preenchido pela presença do Pensamento puro, ele retorna a esse conteúdo com um sentimento cada vez menos agudo de ter que atravessar um abismo de diferença, e cada vez experimenta menos dificuldades para pô-los em relação, em continuidade e harmonia com o que experimentou nas meditações anteriores. Exercita-se a jogar diretamente com essa atenção refletida, em sua vida quotidiana, nos pensamentos que sua consciência forma, em todos os atos executados pelo corpo.

Disciplina sua consciência de maneira que contenha a idéia-corpo, sem identificar-se com essa idéia, que funcione pelos cinco sentidos, sem cessar de funcionar na Mente infinita. Continuando a aliar a reflexão metafísica à contemplação mística, ele faz surgir em si uma nova faculdade resultante da fusão das duas reflexões, que não possui nem as limitações do intelecto raciocinador, nem a assimetria da emoção mística lhe é superior. Este estado misterioso da consciência é chamado em sânscrito "o de plenitude total" e confere um estado de penetração muito além do da ioga comum.

Esta faculdade surge num abrir e fechar de olhos, por assim dizer. A longa e ardente preparação atinge finalmente uma crise em que se produz um verdadeiro transtorno na natureza do aspirante. Apesar dessa instantaneidade, a penetração tem ainda necessidade de tempo para amadurecer. Ela não alcança seu grau mais alto senão quando se torna natural e contínua. Se se obriga a qualquer esforço, ela se degrada. Não se consegue esse grau supremo senão no fim de um longo noviciado.

A consciência transcendental não se torna permanente senão quando o Real ocupa sempre o centro da atenção. É o fruto de uma longa e tenaz educação desta para harmonizar a Mente Imanifestada com suas ideias constantemente cambiantes. Aquele que consegue chegar a isso é capaz, portanto, não somente de ter uma percepção verdadeira da realidade mas, ao recebê-la com compreensão, pode estender esta percepção à sua vida quotidiana. Acaba por persistir nas vinte e quatro horas do dia e da noite, tornando-se estável e permanente. O treinamento ultra-místico da via filosófica atinge assim seu coroamento. A atividade do pensamento que segue não é mais a mesma que a precedente; torna-se iluminada. O fim último não é, pois, suprimir o pensamento num transe prolongado e solitário; também não é o de liberar a mente dos pensamentos mas apenas de sua tirania, e levá-la a compreender a significação verdadeira de suas manifestações características relativas ao "Eu" e ao mundo, de tornar o homem consciente, sem esforço, de sua essência mais íntima no curso de sua existência pessoal. Logo que penetra no quarto estado, o sábio não mais pode regredir. Dormindo ou desperto, no trabalho ou no repouso, é perpetuamente dominado por essa transcendência enigmática. O quarto estado, quando plenamente alcançado, dura durante os três outros. Não desaparece no estado de sono nem no estado desperto do corpo. Conserva-se sem esforço, no mesmo sentido em que um homem, no estado desperto, conserva sem esforço sua identidade pessoal.

Nossa intenção não é subestimar os resultados obtidos pelo místico, mas é preciso dizer que a penetração adquirida por ele é somente parcial, enquanto que a do filósofo é perfeita. A Natureza conduz o místico de uma compreensão puramente emotiva, a uma compreensão calma e inteligente que nunca é refutada quando recai num plano inferior. Os pensamentos imperceptivelmente cambiantes dos objetos exteriores e os pensamentos incessantemente cambiantes dos pensamentos dos objetos, isto é, as coisas e suas imagens, tomam seu nascimento original e depois morrem ulteriormente nesta essência da Mente, que se conserva nele mesmo sem forma, sem mutações, sem nunca ser refutado por alguma coisa que nunca foi produzida nem nunca poderá produzir-se. A despeito das inumeráveis formas sob as quais a Mente se manifesta, a Mente-essência nunca abandona sua identidade eterna. Uma ilusão pode ser refutada por uma experiência ulterior, uma aparência pode ser dissipada por uma pesquisa nova, mas a Realidade nunca pode ser negada nem a Verdade, reputada. De sorte que o método que permite cultivar a faculdade mais elevada da mente e dá esta penetração inabalável, traz tradicionalmente o nome de "ioga do irrefutável". No fundo de todas as correntes de pensamentos, o filósofo discerne sempre o Pensamento divino. Sem cair em transe, sem fechar os olhos, sem negar-se a ouvir, sem cruzar as pernas à maneira dos iogues comuns, conserva a consciência da realidade material e sem forma. Quando pode ultrapassar a necessidade do transe, atinge a percepção de que as diferenças entre o Pensamento puro e os pensamentos, isto é, entre a Mente superior e suas manifestações, não existem senão do ponto de vista humano e não nas próprias coisas; todas repousam na sublime unidade de Deus e não são senão uma manifestação ou uma representação da realidade; na verdade, o mundo inteiro é uma proclamação de Deus. Assim, o estado último para o qual tende a evolução e para onde marcha o homem é o de um repouso consciente na Mente, não de uma inação consciente; os sentidos seguem a sua atividade mas não exercem mais a sua tirania; o ser continua mais liberto do domínio do ser pessoal; as engrenagens do pensamento giram sempre, mas sem exagero.

Somente a penetração permite varar a aparência sensorial do mundo e compreender permanentemente que ele não é radicalmente diferente do próprio Vazio. Eis porque dos pequenos livros, inspirados e destinados aos aspirantes teosóficos avançados, contêm certas declarações paradoxais. Um deles — Luz no Caminho, — baseado numa autoridade do antigo Egito, recomenda no começo "Procura o Caminho retraindo-te para Interior", e depois. "Procura o Caminho avançando decididamente para fora". O outro, "A Voz do Silêncio", fundado numa autoridade tibetana, declara: "tens de estudar o vazio do aparentemente cheio e o cheio do aparentemente vazio".
O discípulo chega assim ao ponto culminante de todos esses empreendimentos ultra-místicos e deve inclinar-se em homenagem não somente ao vazio sagrado, donde decorrem todas as coisas, não somente diante das trevas santas que são a fonte de toda a luz, mas também ante o mundo visível que tem sua fonte secreta e inefável em Deus, diante das atividades incessantes que constituem a história sem começo nem fim deste maravilhoso universo. Os homens se maravilham de tudo quanto a ciência descobre de novo no mundo, sem compreender que a maior maravilha é a própria existência deste mundo.

Aquele que chega a compreender que cada átomo da terra cintila misticamente na vida universal que encerra tudo e que não existe ponto algum em que a Existência Única esteja ausente, compreenderá também que a aventura humana é tão sagrada como qualquer outra coisa. Compreenderá igualmente que a existência quotidiana do homem é em si tão misteriosa, tão milagrosa quanto a existência invisível e inefável de qualquer arcanjo imaginável. O conceito dessa penetração transcendental, para aqueles que compreenderam sua significação, deve necessariamente ser o mais prodigioso que tenha brotado na mente humana. E no entanto, essa sabedoria suprema, essa penetração completa do caráter fundamental de toda a existência, não é mais nem menos que a inteligência do homem levada ao seu grau superior.


Paul Brunton


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domingo, 20 de janeiro de 2019

TUDO É ENERGIA


"O átomo tem 99,9999% de energia e 0,0000% de matéria.
Nós somos feitos de átomos, por isso somos feitos de energia.
E a energia emite ondas. As ondas vibram. A frequência a que cada onda vibra - a quantidade de vezes que a onda vibra - é denominada de frequência vibratória.
Quanto menor a frequência vibratória, isto é, quanto menos uma onda vibrar, menos energia produz e mais densa é. Quanto maior a frequência vibratória, isto é, quanto mais vezes a onda vibrar, mais energia produz, menos densa é, mais alta é. E quando as ondas produzem energia, elas produzem luz. Consequentemente, quanto mais alta a vibração do nosso campo magnético, da nossa dimensão energética, mais luz produzimos, como seres de Luz que somos.
E quais são as "coisas" que ativam uma altíssima frequência vibratória? Antes de tudo, o amor. Sentir o amor. Depois, sentir a gratidão. Todas essas emoções mais altas, mais nobres, promovem uma altíssima frequência vibratória. E como a vida é um eco, se nós vibramos muito alto, nós emanamos energia alta, leve, subtil, consequentemente vamos atrair situações com a mesma frequência vibratória.
É curioso notar que as pessoas conflituosas estão sempre a brigar com alguém, porque a frequência vibratória delas precisa de se alimentar de conflito. Uma altíssima frequência vibratória precisa de se alimentar de amor, por isso não consegue estar em lugares, ou junto de pessoas, que não tenham uma frequência vibratória semelhante.
Uma das formas de mantermos a nossa frequência vibratória alta é, como aprendi um dia:
- Rejeitar a violência em qualquer uma de suas formas.
Às vezes o conflito é-nos apresentado de uma forma extremamente subtil, mas se estivermos sempre a trabalhar a nossa energia, se estivermos sempre a protegê-la, através de pensamentos mais altos, ações mais altas, vamos sentir -nos estranhos perante essa energia de conflito. A densidade não escapa ao detetor energético mais alto.
Tudo o que temos que fazer é rejeitar o conflito dentro de nós, e afastarmo-nos de pessoas que insistam em propor conflito. Qualquer tipo de conflito. Essa é uma forma incrível de manter uma frequência vibratória alta. E quanto mais alta a nossa frequência vibratória, maior o nosso canal, maior a nossa Conexão e mais alto conseguimos subir, para nos encontrarmos com a energia mais alta do Céu.
Sempre à procura da Grande Luz."
Alexandra Solnado
Fonte:mensagemdeluz@alexandrasolnado.com

sábado, 5 de janeiro de 2019

Consciência de Deus - Logos Universal


Deus - Consciência Universal


Quando você compreender o "conceito" o significado Universal da 
 essência de "Deus" em todas as suas manifestações - a "sua" consciência expande. Você cresce e se integra a Unidade como espelho do Criador. 
Você começa a respirar com a Unidade.
Eu Sou UM-a só consciência. Postado por Dharma Dhannya


"DEUS"

– Você crê na existência de Deus?
– Talvez não dum Deus a que você se refere.
– Que é que você entende por Deus?

– Por Deus entendo a Realidade absoluta, eterna, infinita, universal, a Causa-prima de todas as coisas;

- a Consciência Cósmica; a Alma do Universo;
ou, no dizer de Einstein, a grande Lei que estabeleceu e mantém a harmonia do Universo.

 O que admito é a Vida Universal, que em todos os seres vivos se reflete como vida individual.

 Estou com Paulo de Tarso, que disse aos filósofos de Atenas: “Deus é aquele Ser no qual vivemos, nos movemos e temos a nossa existência”.

– Quer dizer que você não admite um Deus pessoal?
– Se por “pessoal” você entende um Deus “individual”, limitado, finito, é claro que não admito semelhante pseudo-deus, porque seria a negação radical do Deus verdadeiro, que não tem limitação no tempo e no espaço.

– Você tem certeza da existência desse Deus universal?
– Certeza absoluta, embora a palavra “existência” não seja muito exata. Deus não “existe”, Deus “é”.

 Existir, em sentido próprio, só se pode dizer de creaturas individuais, finitas, limitadas, Existir (de ex-sistir, de ser colocado fora) só se diz de um efeito, mas não da Causa;

aquele ex-siste é “colocado fora” ou produzido; a Causa, porém, siste ou simplesmente É. Deus, o Universal, é – nós, os individuais, existimos.

– Quer dizer que você pode provar a realidade de Deus?
– Provar, não; ter certeza, sim.
– Como? Se não a pode provar, donde lhe vem a certeza da realidade de Deus? A certeza não vem das provas?

– Nas coisas objetivas, individuais, a chamada certeza vem das provas, como todo cientista sabe; mas, não sendo Deus um objeto ou indivíduo, a certeza que dele temos não pode vir das provas científicas, analíticas.
– Donde lhe vem, pois, essa certeza?


– Brota das profundezas da experiência íntima. É o resultado de uma intuição espiritual, que não pode ser explicada a quem não a teve.

 Quem nunca teve amor ou alegria nunca saberá o que essas coisas são, por mais que alguém lhas defina e descreva e analise teoricamente.




 Quem nunca viveu a Deus nas profundezas do seu ser central, esse não tem certeza da sua realidade, por mais que estude e analise os chamados argumentos pela existência de Deus.

Esses argumentos servem apenas para remover obstáculos, abrir caminho, desobstruir canais – mas nenhum deles pode dar certeza real e cabal sobre Deus.

 Para que essa certeza brote das divinas profundezas da alma humana deve o homem levar uma vida ética compatível com a santidade de Deus e deve também abismar-se, de vez em quando, num profundo silêncio, a sós com sua alma.

 Então ouvirá os “ditos indizíveis”, de que fala Paulo de Tarso, quando foi arrebatado ao “terceiro céu”.

Quem admite um Deus pessoal cientificamente provado, é ateu – e quem adora esse Deus demonstrado é idólatra.
– Você crê que há três pessoas em Deus?
– Se não há em Deus nenhuma pessoa, como é que haveria três?

– Mas a teologia fala de três pessoas, da Santíssima Trindade...
– Talvez para sua grande surpresa, lhe devo dizer que a trindade divina não é admitida apenas pela teologia cristã; todas as grandes filosofias da antiguidade reconhecem em Deus três pessoas.

– Então?
– Resta saber o que essas filosofias entendem por “pessoa” ou persona. A palavra latina persona, de que fizemos “pessoa”, quer dizer literalmente “máscara”. 

Persona vem de per-sonare (soar, falar através), e significa aquela máscara ou fantasia que o ator, no tempo do Império Romano, adaptava ao rosto, quando representava no palco, e através de cuja boca aberta falava.


Terminada a peça teatral, o ator tirava a persona, e, em outro drama, aparecia com outra persona. A persona ou pessoa significava, pois, a função, o papel do ator, mas não era a sua verdadeira natureza.

Deste modo, o Deus Universal se revela em diversas personas ou funções; e as funções fundamentais são três: a função ou persona do pai, do filho e do espírito universal (santo quer dizer universal).

 Na filosofia oriental, Brahman, o Deus Universal, funciona, no mundo individual, como Brahma (pai), Vishnu (filho) e Shiva (espírito universal); ele é o início (pai), a continuação (filho) e a consumação (espírito) de todas as coisas.

– Mas Jesus não fala de três indivíduos distintos, quando se refere à trindade?
– Jesus se serve de linguagem simbólica. Mas não deixa de afirmar “Eu e o Pai somos um”.

 “O Espírito Santo tomará do que é meu e vô-lo anunciará”. “O Espírito da Verdade ficará convosco para sempre – eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.

Tomás de Aquino, filósofo e teólogo, escreveu volumes repletos de erudição. Pelo fim da vida, ele teve uma visão da Verdade – e nunca mais escreveu um livro erudito.

Perguntado pelo motivo dessa renúncia, o grande teólogo respondeu: “Tudo que escrevi é palha”.

Tomás de Aquino chama “palha”, sobretudo, os cinco argumentos eruditos com que ele tentara demonstrar, cientificamente, a existência de Deus.

Ninguém pode demonstrar ou provar analiticamente, intelectualmente, a realidade de Deus; mas pode ter plena certeza disto por meio de uma intuição espiritual, que é racional, mas não intelectual.

Einstein afirma até que as leis fundamentais não podem ser conhecidas por análise lógica, mas somente por intuição. E acrescenta: “A certeza intuitiva não pode ser alcançada por análise intelectual”. 



CRISTO
Quem é ele?
É Filho de Deus?
É Deus mesmo?

Há quase dois milênios que se repetem e discutem estas perguntas.

Exigiu-se  a morte do Nazareno pelo fato de se “ter tornado Deus”.
Um dia, perguntou Jesus aos chefes espirituais de Israel: “Que vos parece do Cristo? Quem é ele?”
Ao que eles responderam prontamente: “É filho de Davi”.

Jesus, porém, lhes faz uma contra pergunta que equivale a uma negação da resposta dos teólogos judeus: “Se o Cristo é filho de Davi, como é que o próprio Davi, em espírito (profético), lhe chama seu Senhor?”

E não houve quem lhe soubesse dar resposta.
E os teólogos cristãos dos nossos dias continuam devendo a resposta de seus colegas judeus, há quase dois milênios.


E em outra ocasião disse Jesus: “Abraão desejou ver o meu dia, viu-o, e exultou em espírito”.
Ao que os chefes de Israel replicam: “Como? Tu viste Abraão, e não tens ainda quarenta anos?”... E procuraram apedrejá-lo como blasfemo.

Responde-lhes Jesus: “Antes que Abraão fosse feito, eu sou”.
Quem é esse “eu”? Certamente não Jesus de Nazaré, que nasceu milênios depois de Abraão.

Na última ceia profere Jesus estas palavras: “Pai! É chegada a hora! Glorifica-me agora com aquela glória que eu tinha em ti, antes que o mundo existisse!”

Quem tinha essa glória em Deus, antes da creação do mundo? Certamente não Jesus de Nazaré, mas sim o Cristo anterior à encarnação, o Cristo Cósmico, pré-telúrico, pré-humano.

Aliás, todos os videntes inspirados confirmam esta verdade.

João, logo no início do seu Evangelho diz que: “no princípio, era o Verbo, e que o Verbo estava com Deus... que todas as coisas foram feitas por ele... e o Verbo se fez carne e fez habitáculo em nós...” Logo, antes de se fazer carne através de Maria, já havia o Verbo, o Logos, o Cristo Cósmico.

E Paulo de Tarso fala aos colossenses do “primogênito de todas as criaturas”, o Logos-Cristo, pelo qual, no qual e para o qual foram criadas todas as coisas, no Universo visível e invisível.

E aos cristãos de Filipes escreve que o Cristo Cósmico, que subsistia na forma de Deus, se despojou dos esplendores da divindade, isto é, da forma gloriosa do Cristo-Luz, e assumiu a forma humilde de um homem, de um servo, de uma vítima, de crucificado.

Segundo todos os livros sacros da humanidade, há uma creatura primeva e primeira; há uma forma individual do Espírito Universal, forma acima e anterior a todas as outras formas existenciais da divina Essência.

                                          

 Esse “primogênito de todas as criaturas”, esse “Adi-Atman” é o Verbo, o Cristo Cósmico, que, aqui na Terra, se tornou visível na pessoa de Jesus de Nazaré, e, possivelmente em outras formas.

Para nós, é o Cristo, isto é, Ungido, permeado pelo espírito de Deus ao ponto de resultar a mais perfeita das creaturas, ele, “no qual habita individualmente toda a plenitude da Divindade”.

O Cristo, o Logos, o Verbo é a mais antiga e mais perfeita individuação ou entidade cósmica que emanou da Divindade Universal.
Esta emanação individual é chamada “filho de Deus” 
 Pesquisado por Dharmadhannyael


http://dharmadhannyael.blogspot.com.br/