quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

A IMPORTÂNCIA DA CONEXÃO COM A NATUREZA



Em termos energéticos, não há melhor local para se estar do que a Natureza, não é mesmo? As matas, riachos, cachoeiras, campos, jardins, árvores, montanhas, ar puro.. tudo o que há de bom. Atualmente, olhamos ao nosso redor e percebemos que estamos imersos dentro de florestas de pedra. Prédios para todos os lados, ruas sem árvores, sem verde, sem cores. Nos distanciamos da Natureza, nos desconectamos dessa Fonte Energética de Cura, de Equilíbrio e de Harmonia. A mensagem de hoje se tratará da importância que há em, mesmo estando em meio à cidades grandes, buscar a conexão com a Natureza, com a Terra, com Gaia, para que a partir dessa conexão possamos absorver as Energias que nossa Mãe Terra tem a nos oferecer.
Como seres energéticos e multidimensionais que somos, ao nos desconectarmos da Terra, ou melhor falando, ao enfraquecermos essa nossa ligação, acabamos perdendo nossos canais de energia terrestre. É como se os fios que nos ligassem ao centro da Terra fossem ficando cada vez mais finos até se tornarem quase imperceptíveis e então, a Energia de Gaia que antes fluía com intensidade e continuidade, acaba por fluir vagarosa e enfraquecidamente. Qual as consequências dessa fraca conexão com a Terra? Poderíamos citar entre elas:
*Perda da vitalidade
*Perda da concentração
*Desconexão da realidade
*Depressão
*Baixa auto-estima
*Perda da criatividade, inspiração
*Falta de memória
*Sedentarismo ou falta de ação para realizar projetos
*Indisposição
*Baixa imunidade
*Entre outros tantos sintomas ligados à redução da frequência vibratória e energética
Vemos hoje que muitas pessoas ficam conectadas todos os momentos com o mundo da tecnologia, o mundo eletrônico. Permanecem conectados "online", mas esquecem de conectarem-se à Terra. Isso resulta em muitos problemas, principalmente na vida dos jovens, que se tornam agressivos, depressivos, indispostos, rancorosos e teimosos pelo fato de perderem as suas ligações com a Energia Terrestre. Não só é problema para os jovens, é claro, mas para todas as pessoas. A reconexão com a Terra é de extrema importância, principalmente nos momentos atuais de entradas de Energias intensas no Planeta. A conexão com a Terra possibilita um maior ancoramento da Energia e do Fluxo energético entre Céu e Terra, proporcionando assim o retorno ao estado de equilíbrio e harmonia.
Como conectar-se a Terra? Como conectar-se à Gaia? Isso é muito mais simples do que se parece. Caminhar na grama ou, melhor ainda, na terra nua, com os pés descalços. Passar algum tempo diário em locais com Natureza, com árvores, com água, com ar puro. Abraçar árvores (sim, isso não é só um ato de Amor pela Natureza, mas possibilita que as árvores - que são Seres Inteligentes - ancorem-nos à Energia de Gaia) também é uma ótima coisa a se fazer para reconectar-se à Terra e às suas Energias. Buscar meditar ao ar livre, em campos, jardins ou matas, inspirando profundamente o ar puro que Gaia tem a nos oferecer. Seria ótimo meditar sobre a grama ou terra nua, pois assim o chacra básico pode ligar-se diretamente à Terra.
Há muitos meios de conectar-se à Terra. Se você mora longe de locais onde há Natureza, você pode diariamente sentar-se em seu pátio ou jardim ou, se você não tiver locais assim, você pode simplesmente sentar-se em seu quarto, em silêncio, e visualizar-se em uma mata, em um riacho, cachoeira, e intencionalmente respirar o ar puro que há nesse local. Visualize-se de pés descalços andando na terra úmida, em uma mata fechada e puxe toda a Energia da Terra pelos seus pés. Mas lembrando que, se houver possibilidades de você ir à algum local de Natureza, vá! Pois a conexão é muito mais intensa quando estamos de corpo físico, ou seja, de presença física em locais com Natureza. Tente pelo menos uma vez por semana ir a algum local afastado de grandes centros, como uma mata, um riacho ou um campo aberto. Esses locais não são afetados pelas consciências coletivas de cidades grandes e possibilitam um maior ancoramento energético.
E para finalizar nossa conversa de hoje, deixo-vos um rápido exercício abaixo, para o aterramento à Gaia, o ancoramento de suas Energias à Terra, que lhe trará muitos benefícios energéticos e físicos, possibilitando que nossa amada Mãe Terra lhe banhe com sua Energia Telúrica ou Prana Terrestre.
EXERCÍCIO DE ATERRAMENTO
1 - Vá a algum local com Natureza ou visualize-se em um. Fique de pé (ou visualize-se assim), com os pés descalços sobre a terra nua ou sobre a grama.
2 - Com o Poder de sua intenção, intencione como se várias raízes, fios ou ligamentos saíssem de seus pés e fossem até o centro da Terra. Você não precisa visualizar absolutamente nada, mas apenas intencionar. Visualização é, nada mais do que intenção.
3 - Sinta como se você estivesse se conectando à Terra e como se Gaia estivesse lhe abraçando e lhe acolhendo em seus braços. Sinta como se uma forte ligação houvesse sido realizada entre seus pés e o centro do planeta.
4 - Intencionalmente, puxe a energia da Terra pelos seus pés e preencha todo seu corpo físico e seu corpo energético com o Prana Terrestre. Essa energia lhe trará ancoramento, equilíbrio, vitalidade e disposição, sem contar o Poder de Cura Física que o Prana da Terra possui.
5 - Agradeça à Gaia e aos Elementais pelo seu ancoramento.
Vamos nos ancorar em Gaia??
Muita Luz à todos!
Namastê!
☆ Cristian Dambrós

sábado, 14 de outubro de 2017

A ÚLTIMA CEIA (SIMBOLOGIA)



A Ultima Ceia de Leonardo da Vinci - Leonardo da Vinci nasceu em 15 de Abril de 1452 sob a égide do signo de áries. Ele foi Pintor, Arquiteto, Engenheiro, Cientista, Escultor do Renascimento Italiano e também foi um grande Iniciado nas Ciências Ocultas. As suas obras mais conhecidas são o quadro A Última Ceia, que foi pintado diretamente no refeitório da Igreja Santa Maria Del Grazie, em Milão, e o retrato de Lisade Giocondo, a La Gioconda ou a Mona Lisa em que foram gastos 3 anos para a sua conclusão.
Através das Ciências Ocultas, Da Vinci tem acesso a Alquimia e a Astrologia. A Alquimia é uma das sete ciências divinas e como tal foi revelada a humanidade, segundo a tradição por iniciativa de Hermes, o Trimegisto (o três vezes grande) Al-quimia a Química de Deus. Astro-logia a lógica dos astros, outro conhecimento sagrado. Porem por volta do século 13 o Papa Inocêncio III decreta uma bula, separando a ciência entre sagrada e profana. A partir daí os Astrólogos e os Alquimistas passaram a ser perseguidos. Surge a Ultima Ceia onde os 12 Apóstolos correspondem a cada um dos doze signos do zodíaco. Leonardo da Vinci coloca os Apóstolos de acordo com a posição astrológica, da direita para a esquerda de quem vê o quadro.
Na cabeceira da mesa está Simão que corresponde ao signo de áries. Signo do elemento fogo, ligado a ação. Simão indica com as mãos a direção a tomar, notamos com este gesto a prontidão ariana. Áries rege a cabeça na anatomia astrológica, e a testa de Simão é bem realçada na pintura.
Ao seu lado Judas Tadeu, o taurino. Seu semblante é sereno enquanto observa Simão, vai digerindo lentamente suas impressões, acolhendo-as com uma das mãos, revelando a facilidade de se apoderar relacionada ao signo de touro, que é do elemento terra. No corpo humano o signo de Touro rege a garganta e o pescoço, e o de Judas Tadeu está bem destacado.
Em seguida vem Mateus que corresponde ao signo de gêmeos, signo da comunicação, da interação entre as pessoas. Mateus tem as mãos dispostas para um lado e o rosto para o outro, revelando a dinâmica geminiana, de querer falar e ouvir a todos ao mesmo tempo. Mateus era repórter e historiador da vida de Jesus.
Logo após vemos Filipe o canceriano. Suas mãos em direção ao peito mostram a tendência canceriana de acolher, proteger e cuidar. Filipe está inclinado, como se estivesse se oferecendo para alguma tarefa.
Ao seu lado está Tiago Menor o leonino, de braços abertos, revelando nesse gesto largo o poder de irradiar amor. O signo de leão rege o coração, e com esse gesto ele centraliza as atenções para ele.
Atrás dele, quase que escondido está Tomé, o virginiano, que apesar de modesto, não deixa de expressar o seu lado critico e inquisitivo de virgem, com o dedo em riste ele contesta. Na história bíblica foi ele quem quis “o ver para crer”.
O signo de libra é simbolizado por João, o discípulo amado de Jesus. Com as mãos entrelaçadas, ele pondera e considera todas as opiniões antes de tomar posições, Libra rege a casa 7 do mapa, que é o setor do outro e isso requer imparcialidade e diplomacia.
Ao seu lado está Judas Iscariotes representando o signo de escorpião. Com uma das mãos ele segura um saco de dinheiro, pois era o organizador das finanças da comunidade dos apóstolos, o signo de escorpião rege a casa 8 que nos revela como lidamos com os valores do outro. Com a outra mão ele bate na mesa, representando o lado contestador indicando que não deve haver meio termo, como signo fixo ele quer definição.
Sagitário é representado por Pedro, o Pescador de Almas. Foi ele quem fez o dogma e instituiu a lei da igreja. Seu dedo aponta para Jesus, a meta de sagitário é espiritual, e na outra mão ele segura uma faca, representando o lado instintivo nos homens. Ele se eleva entre outros dois Apóstolos trazendo esclarecimentos (luz) a discussão.
Ao seu lado André que representa capricórnio. Conhecedor das responsabilidades, com seu gesto restritivo impõe limites. Seu rosto magro e ossos salientes revelam o biótipo capricorniano. Seus cabelos e barbas brancas e seu semblante sério mostram a relação de capricórnio com o tempo e a sabedoria.
Os temores de André são apaziguados por Tiago Maior, aquariano, que debruça uma de suas mãos sobre seus ombros, num gesto amigável, enquanto a outra se estende aos demais. Ele visualiza o conjunto, percebendo o trabalho em grupo liderado pelo Mestre.
O ultimo a mesa é Bartolomeu que representa peixes. Seus pés estão em destaque, que são regidos por peixes na anatomia astrológica. Ele parece absorvido pelo que aconteceu a mesa, e com as mãos apoiadas, quase debruçado, revela devoção, envolvido pelo clima desse ultimo encontro.
Nesta obra prima está reunida toda a simbologia astrológica contida nos ensinamentos do Cristianismo Esotérico. Grande inventor de sua época, Leonardo da Vinci era um homem à frente de seu tempo. Seu interesse e criatividade em vários campos de estudo deram origem a invenções como: salva-vidas, pára-quedas, bicicleta, entre outras.
Da Vinci morreu em Cloux na França em 02 de Maio de 1519. E de acordo com o seu desejo, sessenta mendigos seguiram seu caixão. Leonardo da Vinci foi enterrado na Capela de São Hubert no Castelo de Amboise. Solange Bassi - Astrologia do bem viver.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Símbolo Pentagrama



O pentagrama é o símbolo da união e da síntese, na medida em que o número dos dedos de uma extremidade corresponde ao número dos nossos sentidos.
O pentagrama, uma estrela de cinco pontas, tem sido associado, desde muito tempo, ao mistério e à magia. Esse símbolo é, sem dúvida, o mais reconhecido por todos os seguidores do paganismo, sendo tão antigo que sua origem é desconhecida. No geral, o pentagrama tem sido utilizado em todas as épocas como talismã.
Dessa maneira, na antiga Mesopotâmia, esse símbolo representava o poder imperial. Para os pitagóricos, simbolizava a saúde e o conhecimento. Entre os egípcios, o pentagrama possuía relação com as pirâmides, uma vez que representava o útero da Terra.
Na cultura hebraica, o pentagrama representava a verdade e os cinco livros “Pentateuco” (cinco rolos), que para os judeus tem o nome de Torá, a "lei escrita" revelada por Deus.
Na Idade Média, esse símbolo representava a verdade e a proteção contra os demônios ou maus espíritos. Para os medievais adeptos do Cristianismo, o pentagrama era atribuído aos cinco estigmas de Cristo.
Para os druidas, simbolizava o divino, mais precisamente, a cabeça de Deus. Para os celtas, representava a divindade Morrigham, deusa do amor e a da guerra.
Na numerologia, o pentagrama corresponde à soma dos elementos: dois femininos e três masculinos.
Para as correntes esotéricas, o pentagrama é formado por cinco extremidades cercadas por um círculo que representam os cinco elementos: terra, ar, fogo, água e espírito.
Para os chineses, o pentagrama representa o ciclo da destruição, a base filosófica da medicina tradicional chinesa.
Cada extremidade do pentagrama simboliza um elemento: terra, água, fogo, madeira e metal. Cada elemento é gerado pelo outro, por exemplo, a madeira é gerada pela terra, o que dará origem a um ciclo de criação.
Para que haja o equilíbrio, faz-se necessário a presença de um elemento inibidor, que nesse caso, torna-se seu oposto, ou seja, a água que inibe o fogo.
Ademais, o Pentagrama aparece na pintura de Leonardo da Vinci (1452-1519). O “Homem Vitruviano” surge dentro de um círculo, o que demostra o ciclo de todas as coisas.
Note que, quando o pentagrama é desenhado dentro de um círculo, sua função é unir todos os aspectos do homem.
Por fim, o pentagrama também pode simbolizar o Microcosmo, na medida em que representa o símbolo do "Homem de Pitágoras". Este é figurado de braços e pernas abertas, ou seja, disposto em cinco partes em forma de cruz (o Homem Individual).
A mesma representação simboliza também o Macrocosmo (o Homem Universal) e é um símbolo de ordem e perfeição, a Verdade Divina.
dicionariodesimbolos

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Descubra a fragilidade que se esconde atrás da raiva


A raiva é uma emoção que provoca efeitos bastante perceptíveis física e mentalmente. O corpo produz uma química que imediatamente inunda a corrente sanguínea e produz diversas reações: aumento do batimento cardíaco, alteração da respiração, sensações desagradáveis no estômago, contração ou tensão nos músculos, entre outras. Além dos efeitos físicos, a energia dessa emoção gera vários tipos de pensamentos que acabam alimentando ainda mais a raiva. Mas o que verdadeiramente está por trás desse sentimento? A princípio parecemos mais fortes e intimidadores quando estamos com raiva. Só que, na verdade, esse sentimento pode estar escondendo várias de nossas inseguranças.
A raiva pode esconder o medo. Imagine uma criança que inocentemente faz algo muito perigoso, como por exemplo, soltar a mão do adulto e atravessar a rua correndo. O pai ou a mãe podem ficar loucos da vida e brigar ou mesmo bater no filho. O que na verdade a raiva está escondendo é o medo que aconteça alguma coisa de mal com filho, medo da tristeza ou culpa que isso pode causar.
A raiva de alguém pode esconder uma culpa. Imagine que tem algo que você tenha feito que o faz sentir culpado. Pode ser o abandono de um filho, ou uma injustiça contra algum amigo, algum ato desonesto, ou qualquer outra coisa. Se alguém tocar no assunto, é possível que você se defenda com raiva e agressividade ao invés de admitir seus erro e reais sentimentos. É como se você dissesse: Não toque neste assunto, pois isso me faz sentir culpado, e eu não quero sentir essa culpa!
A raiva pode esconder uma dificuldade em dizer não e impor limites. Tem pessoas que lidam bem com a questão de impor os limites e se fazer respeitar. Conseguem perfeitamente dizer aos outros quando estão cansadas e precisam ir embora, que não é permitido que se faça tal coisa em suas casas, ou ainda que não podem dar aquela carona solicitada pelo amigo.
Já outras pessoas têm grande dificuldade. E a cada limite que não é dado, acumulam um ressentimento. Podem até parecer exteriormente tranquilas, mas por dentro a raiva e mágoa estão se acumulando. Até que chega num determinado momento que é a gota dágua. A raiva se torna tão grande que supera o medo de colocar limites. Aí sua reação é intensa, agressiva, e é possível que venha a falar tudo que não falou até aquele momento.
A raiva pode esconder uma necessidade de manipular o outro. Uma filha que se sente culpada quando sua mãe fica com raiva estará bastante suscetível a fazer o que esta mãe quer, e não a sua própria vontade. Pode se estabelecer um grande jogo de culpa e manipulação recheado de ressentimentos que às vezes perdura a vida inteira.
Raiva de alguém, que não nos perdoou, esconde que ainda não nos perdoamos. Às vezes, estamos com raiva de alguém por que essa pessoa não nos perdoou por algo que fizemos e já assumimos o erro e nos desculpamos.
Na verdade, nós é que ainda não nos perdoamos. Estamos contando que o outro nos perdoe para que possamos finalmente nos perdoar. É como se o outro fosse o detentor do poder de nos devolver a paz interior. Ficamos, então, com raiva da pessoa por que ela não nos libera. Mas é claro que podemos nos liberar, mesmo que o outro ainda tenha mágoa. Como não conseguimos ver dessa maneira, sofremos.
A raiva pode esconder a necessidade de reconhecimento. Fazemos muitas coisas esperando algum tipo de reconhecimento. A princípio dizemos que não necessitamos de nada disso. Mas quando o reconhecimento não vem, sentimos raiva das pessoas.
Outras vezes, alguém fez algo que não gostamos. A raiva surge como uma forma de tentar fazer com o outro se sinta culpado, reconheça o que nos fez, nos peça desculpas e diga o quanto foi injusto.
A raiva pode esconder um sentimento de rejeição. Pessoas que foram abandonadas, seja pelo pais, parceiros ou outras figuras importantes, sentem-se rejeitadas. A rejeição é muito incômoda por que normalmente achamos, consciente ou inconscientemente, que temos algo de muito errado, que não somos dignos de receber amor. Essa dor pode ser mascarada e tudo que demonstramos é a nossa mágoa, raiva e desprezo por aquele que nos abandonou. É como se disséssemos: "Você me rejeitou e me fez sentir que não tenho valor algum, eu não quero entrar em contato com esse sentimento, não sei lidar com ele. Prefiro demonstrar que tenho raiva de você, provar que você é injusto, ingrato; que é uma má pessoa!"
A raiva pode esconder o sentimento de impotência ou uma não aceitação. Aconteceu algo e não há absolutamente o que fazer naquele momento. O carro quebrou e você está com muita pressa. O funcionário perdeu um documento muito importante. A empresa aérea lhe vendeu um bilhete mas não tinha vaga no avião. Está chovendo muito no feriado e você havia planejado ir a praia.
A raiva dos outros pode esconder a raiva que você sente de você mesmo. Fizemos algo teoricamente contra a nossa vontade por que alguém pediu. Na realidade, fizemos porque queremos ser aceitos e temos medo da rejeição. Aí ficamos com raiva da pessoa, talvez achando que ela é uma exploradora e que somos sua vítima. Analisando mais profundamente, na verdade, estamos com raiva de nós mesmos por termos feito algo que não queríamos; raiva por não termos sido capaz de dizer um simples não, raiva de sermos tão dependentes.
Existem inúmeras outras nuances que a raiva pode estar apenas mascarando. Poderia listar aqui muitas outras delas. Normalmente, ela vai esconder uma mistura de vários sentimentos e começamos a dissolver a raiva de uma determinada situação, a verdade vai surgindo. Os sentimentos de culpa, medo, frustração, necessidade de reconhecimento e outros vão brotando a cada rodada. É um processo natural, os insights vão surgindo. Continuando a aplicação da EFT, vamos também dissolvendo tudo que está por trás da raiva, até se chegar em um estado completo de absoluta paz interior, sem que seja preciso mudar nenhuma circunstância exterior.
Mascaramos nossas fragilidades. Sentido-se fraco, o ego se esconde atrás de uma aparente capa de força e agressividade, para assustar, defender-se. É como alguns animais pequenos e inofensivos fazem na natureza. Quando estão acuados, tem uns que inflam o papo, se arrepiam, abrem as asas ou um leque de penas. Tudo para parecer maior e mais forte.
Por: André Lima