quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Símbolo Pentagrama



O pentagrama é o símbolo da união e da síntese, na medida em que o número dos dedos de uma extremidade corresponde ao número dos nossos sentidos.
O pentagrama, uma estrela de cinco pontas, tem sido associado, desde muito tempo, ao mistério e à magia. Esse símbolo é, sem dúvida, o mais reconhecido por todos os seguidores do paganismo, sendo tão antigo que sua origem é desconhecida. No geral, o pentagrama tem sido utilizado em todas as épocas como talismã.
Dessa maneira, na antiga Mesopotâmia, esse símbolo representava o poder imperial. Para os pitagóricos, simbolizava a saúde e o conhecimento. Entre os egípcios, o pentagrama possuía relação com as pirâmides, uma vez que representava o útero da Terra.
Na cultura hebraica, o pentagrama representava a verdade e os cinco livros “Pentateuco” (cinco rolos), que para os judeus tem o nome de Torá, a "lei escrita" revelada por Deus.
Na Idade Média, esse símbolo representava a verdade e a proteção contra os demônios ou maus espíritos. Para os medievais adeptos do Cristianismo, o pentagrama era atribuído aos cinco estigmas de Cristo.
Para os druidas, simbolizava o divino, mais precisamente, a cabeça de Deus. Para os celtas, representava a divindade Morrigham, deusa do amor e a da guerra.
Na numerologia, o pentagrama corresponde à soma dos elementos: dois femininos e três masculinos.
Para as correntes esotéricas, o pentagrama é formado por cinco extremidades cercadas por um círculo que representam os cinco elementos: terra, ar, fogo, água e espírito.
Para os chineses, o pentagrama representa o ciclo da destruição, a base filosófica da medicina tradicional chinesa.
Cada extremidade do pentagrama simboliza um elemento: terra, água, fogo, madeira e metal. Cada elemento é gerado pelo outro, por exemplo, a madeira é gerada pela terra, o que dará origem a um ciclo de criação.
Para que haja o equilíbrio, faz-se necessário a presença de um elemento inibidor, que nesse caso, torna-se seu oposto, ou seja, a água que inibe o fogo.
Ademais, o Pentagrama aparece na pintura de Leonardo da Vinci (1452-1519). O “Homem Vitruviano” surge dentro de um círculo, o que demostra o ciclo de todas as coisas.
Note que, quando o pentagrama é desenhado dentro de um círculo, sua função é unir todos os aspectos do homem.
Por fim, o pentagrama também pode simbolizar o Microcosmo, na medida em que representa o símbolo do "Homem de Pitágoras". Este é figurado de braços e pernas abertas, ou seja, disposto em cinco partes em forma de cruz (o Homem Individual).
A mesma representação simboliza também o Macrocosmo (o Homem Universal) e é um símbolo de ordem e perfeição, a Verdade Divina.
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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Descubra a fragilidade que se esconde atrás da raiva


A raiva é uma emoção que provoca efeitos bastante perceptíveis física e mentalmente. O corpo produz uma química que imediatamente inunda a corrente sanguínea e produz diversas reações: aumento do batimento cardíaco, alteração da respiração, sensações desagradáveis no estômago, contração ou tensão nos músculos, entre outras. Além dos efeitos físicos, a energia dessa emoção gera vários tipos de pensamentos que acabam alimentando ainda mais a raiva. Mas o que verdadeiramente está por trás desse sentimento? A princípio parecemos mais fortes e intimidadores quando estamos com raiva. Só que, na verdade, esse sentimento pode estar escondendo várias de nossas inseguranças.
A raiva pode esconder o medo. Imagine uma criança que inocentemente faz algo muito perigoso, como por exemplo, soltar a mão do adulto e atravessar a rua correndo. O pai ou a mãe podem ficar loucos da vida e brigar ou mesmo bater no filho. O que na verdade a raiva está escondendo é o medo que aconteça alguma coisa de mal com filho, medo da tristeza ou culpa que isso pode causar.
A raiva de alguém pode esconder uma culpa. Imagine que tem algo que você tenha feito que o faz sentir culpado. Pode ser o abandono de um filho, ou uma injustiça contra algum amigo, algum ato desonesto, ou qualquer outra coisa. Se alguém tocar no assunto, é possível que você se defenda com raiva e agressividade ao invés de admitir seus erro e reais sentimentos. É como se você dissesse: Não toque neste assunto, pois isso me faz sentir culpado, e eu não quero sentir essa culpa!
A raiva pode esconder uma dificuldade em dizer não e impor limites. Tem pessoas que lidam bem com a questão de impor os limites e se fazer respeitar. Conseguem perfeitamente dizer aos outros quando estão cansadas e precisam ir embora, que não é permitido que se faça tal coisa em suas casas, ou ainda que não podem dar aquela carona solicitada pelo amigo.
Já outras pessoas têm grande dificuldade. E a cada limite que não é dado, acumulam um ressentimento. Podem até parecer exteriormente tranquilas, mas por dentro a raiva e mágoa estão se acumulando. Até que chega num determinado momento que é a gota dágua. A raiva se torna tão grande que supera o medo de colocar limites. Aí sua reação é intensa, agressiva, e é possível que venha a falar tudo que não falou até aquele momento.
A raiva pode esconder uma necessidade de manipular o outro. Uma filha que se sente culpada quando sua mãe fica com raiva estará bastante suscetível a fazer o que esta mãe quer, e não a sua própria vontade. Pode se estabelecer um grande jogo de culpa e manipulação recheado de ressentimentos que às vezes perdura a vida inteira.
Raiva de alguém, que não nos perdoou, esconde que ainda não nos perdoamos. Às vezes, estamos com raiva de alguém por que essa pessoa não nos perdoou por algo que fizemos e já assumimos o erro e nos desculpamos.
Na verdade, nós é que ainda não nos perdoamos. Estamos contando que o outro nos perdoe para que possamos finalmente nos perdoar. É como se o outro fosse o detentor do poder de nos devolver a paz interior. Ficamos, então, com raiva da pessoa por que ela não nos libera. Mas é claro que podemos nos liberar, mesmo que o outro ainda tenha mágoa. Como não conseguimos ver dessa maneira, sofremos.
A raiva pode esconder a necessidade de reconhecimento. Fazemos muitas coisas esperando algum tipo de reconhecimento. A princípio dizemos que não necessitamos de nada disso. Mas quando o reconhecimento não vem, sentimos raiva das pessoas.
Outras vezes, alguém fez algo que não gostamos. A raiva surge como uma forma de tentar fazer com o outro se sinta culpado, reconheça o que nos fez, nos peça desculpas e diga o quanto foi injusto.
A raiva pode esconder um sentimento de rejeição. Pessoas que foram abandonadas, seja pelo pais, parceiros ou outras figuras importantes, sentem-se rejeitadas. A rejeição é muito incômoda por que normalmente achamos, consciente ou inconscientemente, que temos algo de muito errado, que não somos dignos de receber amor. Essa dor pode ser mascarada e tudo que demonstramos é a nossa mágoa, raiva e desprezo por aquele que nos abandonou. É como se disséssemos: "Você me rejeitou e me fez sentir que não tenho valor algum, eu não quero entrar em contato com esse sentimento, não sei lidar com ele. Prefiro demonstrar que tenho raiva de você, provar que você é injusto, ingrato; que é uma má pessoa!"
A raiva pode esconder o sentimento de impotência ou uma não aceitação. Aconteceu algo e não há absolutamente o que fazer naquele momento. O carro quebrou e você está com muita pressa. O funcionário perdeu um documento muito importante. A empresa aérea lhe vendeu um bilhete mas não tinha vaga no avião. Está chovendo muito no feriado e você havia planejado ir a praia.
A raiva dos outros pode esconder a raiva que você sente de você mesmo. Fizemos algo teoricamente contra a nossa vontade por que alguém pediu. Na realidade, fizemos porque queremos ser aceitos e temos medo da rejeição. Aí ficamos com raiva da pessoa, talvez achando que ela é uma exploradora e que somos sua vítima. Analisando mais profundamente, na verdade, estamos com raiva de nós mesmos por termos feito algo que não queríamos; raiva por não termos sido capaz de dizer um simples não, raiva de sermos tão dependentes.
Existem inúmeras outras nuances que a raiva pode estar apenas mascarando. Poderia listar aqui muitas outras delas. Normalmente, ela vai esconder uma mistura de vários sentimentos e começamos a dissolver a raiva de uma determinada situação, a verdade vai surgindo. Os sentimentos de culpa, medo, frustração, necessidade de reconhecimento e outros vão brotando a cada rodada. É um processo natural, os insights vão surgindo. Continuando a aplicação da EFT, vamos também dissolvendo tudo que está por trás da raiva, até se chegar em um estado completo de absoluta paz interior, sem que seja preciso mudar nenhuma circunstância exterior.
Mascaramos nossas fragilidades. Sentido-se fraco, o ego se esconde atrás de uma aparente capa de força e agressividade, para assustar, defender-se. É como alguns animais pequenos e inofensivos fazem na natureza. Quando estão acuados, tem uns que inflam o papo, se arrepiam, abrem as asas ou um leque de penas. Tudo para parecer maior e mais forte.
Por: André Lima

sábado, 3 de junho de 2017

Três Níveis de Conhecimento



Três Níveis de Conhecimento

"Existem três tipos de conhecimento ou informação que nós obtemos. Um é através dos cinco sentidos. Ao ver, você obtém conhecimento, ao sentir o cheiro, você obtém informação, e através do paladar e do tato você obtém informação. Os cinco sentidos te trazem conhecimento, não é? A maior parte do seu conhecimento é adquirida através dos cinco sentidos. Este é um tipo de conhecimento.

O segundo é através do intelecto. O conhecimento adquirido através do intelecto. A ciência é conhecimento adquirido através do intelecto.

Perceba, o que você vê através dos olhos é que o sol está se pondo, mas o que você aprende através da ciência é que o sol não se põe. É a Terra que gira. Você não viu a Terra girando através de nenhum dos seus cinco sentidos, mas através do intelecto você entende que a Terra está girando, e que está girando em torno do sol.

Digamos que você coloque uma caneta em um copo de água; o que você vê? Você vê que a caneta está inclinada. Essa é a percepção, mas o intelecto diz que não, a caneta não está inclinada, uma ilusão de ótica. Este é o conhecimento através do intelecto. Estes dois níveis de conhecimento são muito inferiores a um terceiro nível, isto é, conhecimento intuitivo. É o conhecimento que vem do espírito, que surge a partir do silêncio da alma, da chama que queima o coração; é sentir além de todos sentidos. Não pode ser verificado através dos sentidos primários ou do intelecto. O conhecimento que está á frente desses dois está em outro nível de conhecimento. A vida começa quando exploramos esse terceiro nível de conhecimento; dentro do tempo de nossa existência.

Então, como você poderia explorar esse terceiro nível de conhecimento? O nível de conhecimento que não é através dos sentidos primários ou do intelecto é a questão. Para isso você tem que deixar para trás o conhecimento dos sentidos 'prováveis' e do intelecto. No momento em que você os deixa para trás, os paradigmas e padrões 'consideráveis' é ultrapassado.

Então os conceitos, julgamentos e decisões intelectuais de tudo o que você diz conhecer tornam-se claramente mecanizados e ultrapassados.

Todos esses conhecimentos adquiridos por mero acúmulo de informações: abandone-as, e então o silêncio se inicia. Quando o silêncio começa, o conhecimento do terceiro nível desperta e esse conhecimento é chamado de Gnose. O verdadeiro conhecimento que está à frente do intelecto, é o conhecimento intuitivo.

Você sente na alma a sabedoria que te queima e que está além dos sentidos primários e do conhecimento cognitivo.

E o que acontece? Às vezes você vai além do seu intelecto. O seu intelecto está dizendo uma coisa, mas seu instinto está dizendo outra coisa. Sua intuição diz ‘não, há algo diferente, algo mais’. E você ignora isso e se prende ao intelecto. É por isso que por mais que pense saber a verdade, nada mais vê do que limitação.

Às vezes, você percebeu, e deu um passo além de seus julgamentos, e ficou feliz por isso. Em vez de o seu intelecto dizer ‘não’, outra coisa diz ‘sim’. Alguma outra coisa dispara e é isso que acontece quando há fé, e é aí que surge a fé. Às vezes sua mente diz ‘Não, eu quero parar de fazer essas práticas espirituais, não me importo com isso’. Muitas pessoas fazem isso, tentam parar, mas algo lá no fundo, as impressões, samskaras, bons Karmas fazem com que continuem, e então voltem ao caminho. E então ficam felizes. Elas sentem “Que bom que eu não desisti, não agi por impulso”. Quantos já passaram por isso?

São momentos em que algo além de seu intelecto assumiu o comando, e funcionou. Trata-se dos níveis de conhecimento intuitivo, sabedoria que esta além do intelecto.

Como explicar isso a alguém? É um grande problema. É muito difícil dizer a alguém “Ah, existe um nível além da sua lógica”. Se você disser isso, vão achar que você é louco, ou que está negando o intelecto, mas não é nada disso. Você não está louco nem negando o intelecto. Você simplesmente dá um passo além e reconhece algo como 'maior', além... Esta é a área a partir da qual todo o cosmos trabalha. Todo o conhecimento no cosmos está presente ali.

Cada invenção para o bem, aconteceu a partir dessa área. A invenção intuitiva inicial vem daí. Então o intelecto atua nela e a desenvolve ainda mais. Todos que fazem boas poesias ou músicas vêm dessa área, cada um deles!

Portanto, um benefício prático disso é que agora você entende que o seu intelecto é crítico, é mecânico e ultrapassado e você não depende mais tanto dele. Entendeu?"

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Você já parou para pensar que existe...




Zíbia Gasparetto: Você já parou para pensar que existe...
Você já parou para pensar que existe uma realidade muito maior do que nossos olhos conseguem enxergar? Como a própria tecnologia da ciência moderna tem revelado, o mundo invisível é maior e mais atuante do que imaginamos.
O “milagre” das ondas do rádio, da televisão e das transmissões por satélite encurtando as distâncias na comunicação nos faz imaginar quantas coisas ainda estão para serem descobertas neste maravilhoso universo em que vivemos.
Estamos mergulhados num oceano de energias regidas por leis naturais, que nos sugerem a existência de uma inteligência superior.
Ela nos criou e, com sabedoria, manifesta seu propósito por meio de leis que, apesar de invisíveis, agem em prol do progresso. Está na hora de superarmos o preconceito e buscarmos entender qual o propósito que esse ser superior – Deus, Jeová, seja qual for o nome que você lhe der – tem e para o qual estamos sendo conduzidos pela vida.
Você é única, eu também. Não existe duas pessoas iguais. Qual o objetivo dessa diversidade? Limitados em nossos cinco sentidos, como poderemos descobrir o que estamos fazendo aqui, de onde viemos e para onde vamos? Tais perguntas, que têm sido feitas desde que o homem começou a pensar, precisam ser respondidas. É chegado o momento em que a vida está revelando seus segredos. Mas, segundo dizia Jesus, só “para quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir.”
Desde o começo da nossa Era, os espíritos desencarnados se manifestam, interferindo na vida das pessoas. A Bíblia – o livro mais antigo e vendido do mundo – é uma coleção dessas manifestações; relata tanto as comunicações dos espíritos elevados como dos mais ignorantes.
Os espíritos superiores nos falam que fomos criados à semelhança de Deus e somos espíritos eternos. Nascemos ignorantes, mas com um potencial imenso dentro de nós, a fim de que tenhamos o mérito de conquistar a sabedoria ao desenvolver nossa consciência.
Nosso destino é, na medida que tomamos conhecimento da realidade, trabalharmos a favor da vida, contribuindo para a melhoria das pessoas e da sociedade como um todo, nos tornando úteis e nos integrando aos propósitos divinos. Dessa forma é que alcançaremos uma vida melhor e poderemos desfrutar de todo o bem que Deus nos destinou.
Portanto, está na hora de você se esforçar para sair do negativismo e da inversão dos valores em que nossa sociedade vive. Ela plantou em sua cabeça convicções que não são verdadeiras e limitam seu desempenho – afinal, é de acordo com elas que você age.
Melhore seu senso de realidade, sentindo o que vai em seu mundo interior. Ele lhe revelará sua verdadeira vocação, posicionando-a no seu verdadeiro lugar. Confie no que sente. Não confunda as emoções, que refletem as falsas crenças aprendidas, com seus verdadeiros sentimentos. Com treino e firmeza, logo saberá diferenciar uma coisa da outra.
Lembre-se de que é um espírito eterno e que dentro de você há um grande potencial (que é de sua responsabilidade desenvolver) que representa o preço para a conquista da sua paz e da sua felicidade.
Informe-se sobre as modernas descobertas da ciência, busque o autoconhecimento, trabalhe a favor da vida, aprecie a beleza em todas as suas formas. Dê a si mesma todo o bem que puder e sempre valorize o bem alheio, pois é nele que atraímos todas as coisas boas que desejamos, conquistar. Experimente e verá!