terça-feira, 5 de março de 2019

ANSEIO DE SER


Oh! Verdadeira fonte que jorra abundante abrilhantando olhos ainda quando eles não enxergam e sequer sentem refletirem emanações milagrosas de um amor real.
Explanação da verdade surgindo convicta na transcendência do visível para demonstrar eternidade, exponha em reflexões as cultuadas incoerências para que eu possa acudir as minhas faltas. 
Retire véus desobstruindo entendimentos e exiba as máscaras que permeiam os pensamentos enraizados em minha mente, assim experimentarei o expurgo de falsos aspectos.
Pois convivo comigo a um bom tempo e ainda que projeto em reflexo de si mesmo experimentando quedas e elevações, não reconheço que enquanto mais o cérebro criar pesadelos, mais difícil será abolir os medos.
Compara minha forma de ver com o original de ser, e ajude-me a descartar o que não é para ser, ainda que aparente ser a maioria do que eu possa conter.
Olhe-me então reflexo de mim, e diga-me agora sem melindres, que na maioria das vezes fui apenas singela presença, copias inexistentes, quando naturalmente deveria ser uma existência em absorta essência.
Eterna manifestação que tem morada no cerne das etapas e não colapsa com o tempo, que eu entenda o que é a revelação dessa lâmpada interna e ao horizonte, a luz impossível de ser ocultada.
Que eu não me detenha prematuramente acatando o ardil da ilusão, compreenda as armadilhas mentais tentando atrelar grilhões a irrealidade, e esteja liberto ao que não se esconde por interiorizar o óbvio, aparelhar cérebro, corpo e mente ao desejo de aprender, ao anseio de ser.

- Dionel Menezes

sexta-feira, 1 de março de 2019

SILÊNCIO



"Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando, e que devemos ficar em silêncio para escutá-la. Existem muitas vozes além das nossas. Muitas vozes. Só vamos escutá-las em silêncio..." (Chefe Sioux) 

O excesso de informações, ruídos e sons humanos que invadem a nossa vida, são responsáveis, em boa parte, pelo cansaço físico e mental sentido no final de um dia de trabalho ou de estudos. 

Sem percebermos, surgem sintomas sinalizando que alguma coisa não anda bem na nossa saúde. Porém, apesar do sinal emitido pelo organismo, não diminuimos o ritmo da "máquina" e continuamos dando força máxima no encalço dos objetivos a serem alcançados. Voltamos para casa, no fim do dia, mas continuamos envolvidos em problemas e cercados de sons humanos, ruídos e informações eletrônicas. 

No dia seguinte, a má qualidade do sono em uma noite mal dormida, é compensada por doses de café, onde a cafeína tem a função de manter o corpo e a mente "ligados" para mais um dia de trabalho. E lá vamos nós para mais uma batalha na cidade, rodeados de barulho por todos os lados... 

Ao chegarmos no local de trabalho, a pressão sobre o nosso corpo e a nossa mente, segue impiedosamente: pessoas que falam alto ou gritam. Informações e mais informações que temos de dar conta na tarefa a qual executamos. E os ruídos que vem do ambiente externo a penetrar em nossos ouvidos. 

Mais doses de cafeína para reanimar a máquina humana que não pode parar de pensar e executar. Logo, surge a tradicional dor de cabeça de "horário marcado", ou a tonturinha passageira, ou ainda, a sudorese de origem desconhecida, mas sem maiores consequências imediatas... 

Até o momento que o organismo, como um todo, não aguenta mais e entrega os pontos através de somatizações traduzidas em desequilíbrios na saúde por estresse, ou seja, esgotamento físico e mental. É o colapso! 

Portanto, antes que o colapso aconteça, a "terapia" do silêncio para quem tem uma vida agitada nos centros urbanos, é de grande valia no sentido de disciplinar - ou reeducar - a mente para alcançar o bem-estar vital. 

As compulsões no falar e no agir são as grandes vilãs da saúde do homem nos tempos modernos. O ser inteligente, precisa entender que o sucesso material por si só é vazio, e o vazio interior se preenche com consciência de si mesmo. E nessa direção, o indivíduo que apresenta traço compulsivo em seu comportamento diário, deve curar esse desequilíbrio psíquico-espiritual através de um melhor nível de autoconhecimento. Conhecendo-se melhor, ele terá um melhor controle sobre as suas emoções, que quando desequilibradas, tornam-se o combustível dos comportamentos compulsivos de característica obsessiva. 

O silêncio como aprendizado gera a paz interior tão necessária nos dias atuais. E o exercício da paz interior começa pela consciência de si mesmo, isto é, a percepção de si próprio inserido em um contexto universal e interdimensional chamado vida. 

As psicoterapias que lidam com a natureza interdimensional do ser humano, a meditação e as religiões que pregam a reencarnação como uma condição inerente ao indivíduo dotado de inteligência, livre arbítrio e imensa capacidade de expansão da consciência, são as bases de um processo de autodescobrimento e cura de traços obsessivos e compulsivos que o espírito traz de outras vidas e que devem ser elevados à luz da consciência. 

A sabedoria dos índios norte-americanos, fundamentada em uma cultura multicelular, ilustra o que precisamos aprender a respeito do silêncio como mestre. Para eles, o silêncio era um "velho conhecido" por ser mais poderoso que as palavras faladas. Gerações e gerações de índios foram educados na escola do silêncio. "Observa, escuta e logo atua", diziam os anciães para os jovens índios. "Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos. E então aprenderás. Quando tiveres observado o suficiente, então poderás atuar". 

Chandra Mohan Jain, um professor de filosofia mais conhecido mundialmente como Osho, que entre outros ideais, pregava a busca da liberdade pela meditação, deixou-nos uma interessante mensagem sobre o silêncio: "Neste mundo barulhento, nos acostumamos aos gritos e sons, e muitas vezes diante disso nos viciamos em terapias que visam exclusivamente a catarse. Então, por um momento acontece. O silêncio baixa e percebemos o silêncio amoroso de simplesmente ser. Tão gostoso, tão único porque tão sutil e raro". 

Não tenha medo do silêncio. Faça do silêncio o seu mestre. Adote, pois, o silêncio interior como ferramenta de seu autoconhecimento. Silêncio que deve transitar livremente entre o inconsciente e o consciente, libertando-a para que torne-se uma pessoa mais realizada e feliz. 

por Flávio Bastos

domingo, 17 de fevereiro de 2019

O Crescimento Espiritual


O crescimento espiritual é o processo do despertar interior, tornando-se consciente de nosso ser interior. Isto significa a elevação da consciência além da existência comum, e o despertar para algumas verdades Universais. Significa ir além da mente e do ego e compreender quem realmente você é.
O crescimento espiritual é um processo de desprendimento de nossas concepções, pensamentos, crenças e ideias errôneas, tornando-nos mais e mais conscientes de nosso ser interior. Este processo revela o espírito interior que está sempre presente, mas oculto além da personalidade-ego. O crescimento espiritual é de grande importância para todos, não somente para as pessoas que buscam a iluminação espiritual e escolhem viver em locais distantes ou isolados. O crescimento espiritual é a base para uma vida melhor e mais harmoniosa para todos, livre de tensão, medo e ansiedade. Ao descobrirmos quem nós realmente somos, nós temos uma abordagem diferente da vida. Nós aprendemos a não permitir que as circunstâncias externas influenciem o nosso ser interior e o estado da mente. Nós manifestamos serenidade e desprendimento, e desenvolvemos poder e força interior, os quais são ferramentas muitos úteis e importantes.
O crescimento espiritual não é um meio para escapar das responsabilidades, com comportamentos estranhos e sendo uma pessoa não prática. É um método de evoluir e se tornar uma pessoa mais forte, mais feliz e mais responsável. Vocês podem percorrer o caminho do crescimento espiritual, e ao mesmo tempo, viver o mesmo tipo de vida como todos os outros. Vocês não têm que ter uma vida reclusa, em algum lugar distante. Vocês podem criar uma família, trabalhar ou dirigir um negócio, e ainda, ao mesmo tempo, se engajarem em práticas que levem ao crescimento interior.
Uma vida equilibrada requer que cuidemos não somente das necessidades do corpo, sentimentos e mente, mas também do espírito, e este é o papel do crescimento espiritual.
Dez dicas para o crescimento espiritual:
1 - Leia livros espirituais e edificantes. Pense no que lê, e descubra como você pode usar a informação em sua vida.
2 - Medite, por pelo menos 15 minutos todos os dias. Se não souber como meditar, é fácil encontrar livros, websites ou professores que podem lhe ensinar a meditação.
3 - Aprenda a acalmar a sua mente através de exercícios de concentração e da meditação.
4 – Reconheça o fato de que você é um espírito com um corpo físico, não um corpo físico com um espírito. Se puder realmente aceitar esta idéia, isto mudará a sua atitude em relação a muitas coisas em sua vida.
5 – Olhe freqüentemente para si mesmo e para a sua mente, e tente descobrir o que é que o torna consciente e vivo.
6 – Pense positivo. Se você estiver pensando de modo negativo, imediatamente mude para o pensamento positivo. Esteja no controle do que entra em sua mente. Abra a porta para o positivo e a feche para o negativo.
7 – Desenvolva o hábito da felicidade, olhando sempre o lado bom da vida e se esforçando para ser feliz. A felicidade vem do interior. Não permita que as suas circunstâncias externas decidam a sua felicidade por você.
8 – Exercite frequentemente a sua força de vontade e a sua capacidade de tomar decisões. Isto o fortalece e lhe dá o controle sobre a sua mente.
9 – Agradeça ao Universo por tudo o que você recebe.
10- Desenvolva a tolerância, a paciência, o tato e a consideração pelos outros. O crescimento espiritual é o direito nato de todos. É a chave para uma vida de felicidade e de paz de espírito, e da manifestação do enorme poder do espírito interior. Este espírito está igualmente presente na pessoa mais materialista e na pessoa mais espiritualizada. O nível da manifestação da espiritualidade depende de quanto o espírito interior está próximo à superfície e de quanto ele está oculto pelos pensamentos, crenças e hábitos negativos.
Remez Sasson escreve e ensina sobre o auto-aperfeiçoamento, o pensamento positivo, a motivação, a visualização criativa, o sucesso, o poder da mente, evolução espiritual e meditação. Ele é o autor de vários livros: “Poder e Auto-Disciplina”, “Visualize e Alcance”, e “Afirmações – Palavras de Poder”

SABEDORIA SUPREMA




O estudante filosófico estuda a natureza da matéria e constata que ela é, em última analise, uma manifestação da Mente. Pela reflexão mentalista percebe que as diversas explicações evolucionárias da existência universal não são verdadeiras senão do ponto de vista relativo e todos os elementos, princípios, energias, substâncias, processos, dos quais, conforme se diz, o universo saiu em si mesmos. Não são mais que manifestações mentais, que — do mesmo modo que a água não difere na realidade do oxigênio e do hidrogênio que a compõem, embora difira totalmente dos seus componentes na aparência, as imagens da terra, da água, do ar e do fogo não podem ser essencialmente diferentes da Mente donde provém. Ele se estabelece profundamente na compreensão dessa natureza mental última e na da unicidade final de todas as coisas, sem permitir que nenhuma aparência possa deslocá-lo desta posição intelectual. O estudante está imbuído de que em cada um de seus sopros, em cada um de seus pensamentos, participa com a Mente-Mundial da construção do universo.

O exercício místico, no qual se empenha, não é cego. Vai além da idéia — mundo e absorve. Utiliza a razão para ir além da razão e não se separa prematuramente dela. Não somente descobre o Pensamento puro, mas medita em sua descoberta. Quando esvasia a consciência de seu conteúdo, ele o faz de olhos inteiramente abertos, sem perder de vista que o conteúdo é de algum modo a espuma da realidade e não difere dela em sua essência. Quando o vazio é preenchido pela presença do Pensamento puro, ele retorna a esse conteúdo com um sentimento cada vez menos agudo de ter que atravessar um abismo de diferença, e cada vez experimenta menos dificuldades para pô-los em relação, em continuidade e harmonia com o que experimentou nas meditações anteriores. Exercita-se a jogar diretamente com essa atenção refletida, em sua vida quotidiana, nos pensamentos que sua consciência forma, em todos os atos executados pelo corpo.

Disciplina sua consciência de maneira que contenha a idéia-corpo, sem identificar-se com essa idéia, que funcione pelos cinco sentidos, sem cessar de funcionar na Mente infinita. Continuando a aliar a reflexão metafísica à contemplação mística, ele faz surgir em si uma nova faculdade resultante da fusão das duas reflexões, que não possui nem as limitações do intelecto raciocinador, nem a assimetria da emoção mística lhe é superior. Este estado misterioso da consciência é chamado em sânscrito "o de plenitude total" e confere um estado de penetração muito além do da ioga comum.

Esta faculdade surge num abrir e fechar de olhos, por assim dizer. A longa e ardente preparação atinge finalmente uma crise em que se produz um verdadeiro transtorno na natureza do aspirante. Apesar dessa instantaneidade, a penetração tem ainda necessidade de tempo para amadurecer. Ela não alcança seu grau mais alto senão quando se torna natural e contínua. Se se obriga a qualquer esforço, ela se degrada. Não se consegue esse grau supremo senão no fim de um longo noviciado.

A consciência transcendental não se torna permanente senão quando o Real ocupa sempre o centro da atenção. É o fruto de uma longa e tenaz educação desta para harmonizar a Mente Imanifestada com suas ideias constantemente cambiantes. Aquele que consegue chegar a isso é capaz, portanto, não somente de ter uma percepção verdadeira da realidade mas, ao recebê-la com compreensão, pode estender esta percepção à sua vida quotidiana. Acaba por persistir nas vinte e quatro horas do dia e da noite, tornando-se estável e permanente. O treinamento ultra-místico da via filosófica atinge assim seu coroamento. A atividade do pensamento que segue não é mais a mesma que a precedente; torna-se iluminada. O fim último não é, pois, suprimir o pensamento num transe prolongado e solitário; também não é o de liberar a mente dos pensamentos mas apenas de sua tirania, e levá-la a compreender a significação verdadeira de suas manifestações características relativas ao "Eu" e ao mundo, de tornar o homem consciente, sem esforço, de sua essência mais íntima no curso de sua existência pessoal. Logo que penetra no quarto estado, o sábio não mais pode regredir. Dormindo ou desperto, no trabalho ou no repouso, é perpetuamente dominado por essa transcendência enigmática. O quarto estado, quando plenamente alcançado, dura durante os três outros. Não desaparece no estado de sono nem no estado desperto do corpo. Conserva-se sem esforço, no mesmo sentido em que um homem, no estado desperto, conserva sem esforço sua identidade pessoal.

Nossa intenção não é subestimar os resultados obtidos pelo místico, mas é preciso dizer que a penetração adquirida por ele é somente parcial, enquanto que a do filósofo é perfeita. A Natureza conduz o místico de uma compreensão puramente emotiva, a uma compreensão calma e inteligente que nunca é refutada quando recai num plano inferior. Os pensamentos imperceptivelmente cambiantes dos objetos exteriores e os pensamentos incessantemente cambiantes dos pensamentos dos objetos, isto é, as coisas e suas imagens, tomam seu nascimento original e depois morrem ulteriormente nesta essência da Mente, que se conserva nele mesmo sem forma, sem mutações, sem nunca ser refutado por alguma coisa que nunca foi produzida nem nunca poderá produzir-se. A despeito das inumeráveis formas sob as quais a Mente se manifesta, a Mente-essência nunca abandona sua identidade eterna. Uma ilusão pode ser refutada por uma experiência ulterior, uma aparência pode ser dissipada por uma pesquisa nova, mas a Realidade nunca pode ser negada nem a Verdade, reputada. De sorte que o método que permite cultivar a faculdade mais elevada da mente e dá esta penetração inabalável, traz tradicionalmente o nome de "ioga do irrefutável". No fundo de todas as correntes de pensamentos, o filósofo discerne sempre o Pensamento divino. Sem cair em transe, sem fechar os olhos, sem negar-se a ouvir, sem cruzar as pernas à maneira dos iogues comuns, conserva a consciência da realidade material e sem forma. Quando pode ultrapassar a necessidade do transe, atinge a percepção de que as diferenças entre o Pensamento puro e os pensamentos, isto é, entre a Mente superior e suas manifestações, não existem senão do ponto de vista humano e não nas próprias coisas; todas repousam na sublime unidade de Deus e não são senão uma manifestação ou uma representação da realidade; na verdade, o mundo inteiro é uma proclamação de Deus. Assim, o estado último para o qual tende a evolução e para onde marcha o homem é o de um repouso consciente na Mente, não de uma inação consciente; os sentidos seguem a sua atividade mas não exercem mais a sua tirania; o ser continua mais liberto do domínio do ser pessoal; as engrenagens do pensamento giram sempre, mas sem exagero.

Somente a penetração permite varar a aparência sensorial do mundo e compreender permanentemente que ele não é radicalmente diferente do próprio Vazio. Eis porque dos pequenos livros, inspirados e destinados aos aspirantes teosóficos avançados, contêm certas declarações paradoxais. Um deles — Luz no Caminho, — baseado numa autoridade do antigo Egito, recomenda no começo "Procura o Caminho retraindo-te para Interior", e depois. "Procura o Caminho avançando decididamente para fora". O outro, "A Voz do Silêncio", fundado numa autoridade tibetana, declara: "tens de estudar o vazio do aparentemente cheio e o cheio do aparentemente vazio".
O discípulo chega assim ao ponto culminante de todos esses empreendimentos ultra-místicos e deve inclinar-se em homenagem não somente ao vazio sagrado, donde decorrem todas as coisas, não somente diante das trevas santas que são a fonte de toda a luz, mas também ante o mundo visível que tem sua fonte secreta e inefável em Deus, diante das atividades incessantes que constituem a história sem começo nem fim deste maravilhoso universo. Os homens se maravilham de tudo quanto a ciência descobre de novo no mundo, sem compreender que a maior maravilha é a própria existência deste mundo.

Aquele que chega a compreender que cada átomo da terra cintila misticamente na vida universal que encerra tudo e que não existe ponto algum em que a Existência Única esteja ausente, compreenderá também que a aventura humana é tão sagrada como qualquer outra coisa. Compreenderá igualmente que a existência quotidiana do homem é em si tão misteriosa, tão milagrosa quanto a existência invisível e inefável de qualquer arcanjo imaginável. O conceito dessa penetração transcendental, para aqueles que compreenderam sua significação, deve necessariamente ser o mais prodigioso que tenha brotado na mente humana. E no entanto, essa sabedoria suprema, essa penetração completa do caráter fundamental de toda a existência, não é mais nem menos que a inteligência do homem levada ao seu grau superior.


Paul Brunton


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